MULHER NEGRA NO BRASIL

                                                                                        Por Mª. Cordeliza dos Santos

                                                                                       28/abril/2018

​Com o gênero feminino em foco, devido a vários movimentos abrangendo as questões da mulher no âmbito social, quer por questões de violência, sexualidade ou no âmbito econômico, por questões trabalhistas e salariais, é fato que vem a tona o óbvio: A Mulher Negra.

“Entre as mulheres, que hoje representam mais da metade da população brasileira (51,5%), as negras são metade deste contingente feminino, ou seja, representavam em 2011, 50,2 milhões de brasileiras. (PNAD/IBGE)”

Entre 2012 e 2016, o número de brasileiros que se autodeclaram negros aumentou 14,9% no país. No mesmo período, também cresceu a quantidade dos que se consideram pardos, enquanto diminuiu o percentual de brancos na população. É o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a pesquisa, em 2012, quando a população do país era estimada em 198,7 milhões de pessoas, os brancos eram maioria (46,6%), os pardos representavam 45,3% do total, e os negros, 7,4%. Já em 2016, a população saltou para 205,5 milhões de habitantes (aumento de 3,4%), e os brancos deixaram de ser maioria, representando 44,2% (queda de 1,8%), os pardos passaram a representar a maior parte da população (46,7%) aumento de 6,6% e os negros são agora 8,2% do total de brasileiros.

Segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 207.660.929 habitantes. A data de referência para o levantamento é 1º de julho de 2016.

Embora o Brasil tenha em seu histórico, a colonização europeia ou seja, a maioria branca, vemos pelas pesquisas a crescente miscigenação e declarações de auto afirmação da população negra. Mesmo sendo um País que livremente recebe uma diversidade de povos, ainda guarda alguns preconceitos em especial com os da raça negra, onde sutilmente os consideram e os colocam como inferiores. No começo era uma questão de soberania, poder, querer levar vantagens econômicas escravizando os mais fracos, os sem Pátria. Mas na atualidade não tem mais motivo para esta xenofobia, pois tudo é uma questão de conhecimento e educação. É o que difere a posição do Ser, acrescentando um pouco de moralidades e virtudes de cada um.

Fundamentalmente é educação, ensino de base adequado e igualitário, ai sim haverá parâmetros para se medir a capacidade e habilidades dentro de uma sociedade corretamente organizada, sem disputa entre etnias, mas sim a luta de um único povo pela mesma causa, evolução!

A situação da mulher negra no Brasil é difícil e sensível, pois encontra -se numa posição em que são consideradas, mais fracas e vulneráveis pela falta de proteção e assistência em vários aspectos. A maioria não negra, as enxergam como subserviente, submissas a todas as condições sociais, educacionais e econômicas.

A mulher negra tem sempre que matar um leão por dia, para provar sua capacidade e qualidade. Esquecem que ela também tem sentimentos, família, trabalha, estuda e é igualmente consumidora em todos os setores da economia.

Mas ignoram as nossas condições físicas, psicológicas e formação biológica. Temos muitas vezes que fazer uso de produtos que não condizem com nossa saúde, pois agora que as indústrias estão nos vendo como consumidoras. Esperamos dignidade e respeito por parte dos semelhantes, pois queremos ter direitos de conquistar e não cotas.

Somos um numero considerável desta Nação, merecemos respeito e consideração. Nossos filhos são maltratados porque está enraizado na educação de berço europeia, que o negro é inferior.

Por que? Se o Ser humano provem da mesma origem.

Todas anseiam pela igualdade de direitos, oportunidades, voz de decisão e ações que a integre numa sociedade justa. Isto é cidadania, é ser Pátria, é ser uma família Universal. É maturidade espiritual.

A paz e o crescimento de uma Nação se faz independente de raça, credo, gênero e situação financeira.

Salve o Movimento Ordem e Progresso - MOP Mulher

Mª.Cordeliza dos Santos

28/abril/2018

 

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